domingo, 17 de setembro de 2023

Bonito ( rascunho repostado 26)


Atravesso os teus versos como a uma multidão aos encontrões a mim,

E cheira-me a suor, a óleos, a actividade humana e mecânica

Nos teus versos, a certa altura não sei se leio ou se vivo,

Não sei se o meu lugar real é no mundo ou nos teus versos,

Não sei se estou aqui, de pé sobre a terra natural,

Ou de cabeça p’ra baixo, pendurado numa espécie de estabelecimento,

No tecto natural da tua inspiração de tropel,

No centro do tecto da tua intensidade inacessível.

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