o luto é o preço que se paga pelo amor
Camelo e Dromedário
domingo, 13 de setembro de 2026
sábado, 12 de setembro de 2026
Ao meu amor,
Continuo amando nossas musiquinhas
Todas elas.
Você continua sendo lindo
Você continua sendo maravilhoso.
Infelizmente foi muito pesado para mim
Preciso que você carregue o peso de sua própria vida
Preciso que você controle seu controle remoto agora
Eu preciso focar em mim
E o ino?
Pra onde ele foi?
E o mestrado do ino?
E as competições?
E a paz de espírito ?
Eu te amo mas eu te amo mais
E eu vou seguir te amando e agradeço por tudo que você fez por mim
Sentirei sua falta como eu sinto falta dos prazeres da infância
E da não preocupação ante o mundo
Você me curou muito e me fez muito bem
Mas também me deixou muito cansado
Espero que entenda
Eu te amo como os anéis de saturnos amam Saturno,
Alheios.
Quero que você prospere e floresça e cresça
Que você vire árvore arbusto e floresta
Que você seja paz, amor e espírito
Que você seja luta garra e conquista
Que você seja o sangue que se renova a cada dia
Que você seja água brotando da nascente
Que você não deixe pensamentos da sua família a te contaminar
Que você ganhe dinheiro
Que você ganhe experiência
Que você se cure que você se ame
Eu te amo
E sempre vou te amar
Com amor
E com dor
A dor de mim facas enfiadas em meu estômago
Ino
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
quando ela ergueu a faca
A POLÍCIA NÃO VEM
CANAS PODRES BABACAS
ELE VEIO BARRAR
QUANDO ELA ERGUEU A FACA
AGORA ELA TÁ NA PRISÃO
JUSTIÇA QUEM O FAÇA?
MANDATO E APREENSÃO
MEDIDA PROTETIVA SERVIU PRA NADA
ELES CHEGARAM QUANDO ELA ERGUEU A FACA
Presa sozinha no cativeiro
mais um dia, sobrevivência
mais um dia, selvageria
uma agressão, um olho roxo
os vizinhos, ninguém nota
escolheu isso ,trouxa?
arranhões marcando a porta
um soco, ameaça
PORQUE VOCÊ NÃO SE IMPORTA?
O CELULAR TE PÔS EM TORPOR
PRA VOCÊ É MAIS UM CORPO
QUANDO ELA PEDIU SOCORRO
QUANDO FOI IGNORADA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ANTES PRESA
QUE NUM CAIXÃO
QUANDO ELA ERGUEU A FACA
QUANDO ELA ERGUEU A FACA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ANTES PRESA
QUE NUM CAIXÃO
QUANDO ELA ERGUEU A FACA
QUANDO ELA ERGUEU A FACA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ONDE VOCÊ ESTAVA
ANTES PRESA
QUE NUM CAIXÃO
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
mirando baixo
tenho mirado baixo
tenho voado baixo
visto muito bicho
morto pra virar pasto
tenho mirado baixo
acertado menos ainda
a boa intenção não mais bem vinda
talvez eu compareça
mas é mais certo que falte
e eu tô tipo como
em coma, na cama
dentro do meu burnout
tenho mirado baixo
falado menos ainda
e esse estresse todo agora finda
tô até rindo
a ilusão das portas abrindo
estou sorrindo
elaas sempre foram fachadas
estiveram fechadas
e se só uma frestinha então
pra não perder o réu, irmão
eu seguro bem no corrimão
sempre amei a escuridão
e eu vou mirando baixo
entre os bicho ás vezes me encaixo
entre os loucos, um duplo reflexo
entre humanos, fico perplexo
com a dimensão da crueldade
vou mirando baixo
diminuindo vaidade
satisfazendo minhas vontades
todos mentem
poupem-me meias verdades
quero saber de qualidades
e essa poluição enfim dissipar
lúcifer renascido a sobreavoar
o horizonte por fim alvoreceu
a multidão cessa de vir
as estradas tratados não encerram no breu.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
As angústias do jovem Ino
Me perco em mim
Me afundo em mim
Perco meu corpo de vista
O oceano é um universo
Me perdi e talvez não queira me encontrar
Quando eu começo a me achar
Que catem minha perna e taquem no mato
Que peguem minha cabeça e joguem ela lá na estratosfera
Para eu poder ver mais de perto
A camada de ozônio
E tentar não prestar atenção em seus buracos
Eu queria que a vida fosse feita em pausas
A vida é essa corrente violenta essa montanha russa que vai só para cima
Gostaria de me congelar por um tempo e dormir o sonho das maçãs douradas
Sem agrotóxicos
Queria a tranquilidade dos herdeiros
Queria que minhas mãos não tremessem ante as decisões dos clientes contratantes carrascos
Que se eu não trabalhar a roda para de girar e o Pê fica órfão do Jóta
E eu queria mandar tudo para a pê quê pê
E não, não no sentido literal da coisa, tentando inventar o xingamento que não seja uma afronta ás prostitutas
Injustiçadas as prostitutas.
Estão no xingamento de toda uma nação
E a nação não consegue viver sem elas
Porque o fenômeno do patriarcado e da hipersexualização de tudo
Faz da relação sexual um objeto de troca
E a demanda é maior que a oferta porque são corpos que demandam uma demanda de fábrica
Não há respeito, não há pausa, apenas o cobrar
O devorar sem sentir o gosto
Sentem-se as genitalias esquecem se do rosto
Pouco importa, diante da necessidade visceral do corpo-droga descarga de frustrações
O sexo é nada mais que uma massagem terapêutica frenética buscando violenta e desesperadamente o descansar, o relaxar, diante de mil demandas
Diante da necessidade de sermos deuses da produtividade, máquinas
Incansáveis
E quando adoecemos e envelhecemos, hora do descarte
Apenas um breve momento na luz.
Hoje eu não dei nada ao meu trabalho número 1, mas dei tudo para o 2, o 3 e o 4. E era para ser um dia de folga.
Hoje, eu não consigo encerrar o dia. Porque os pensamentos se sobrecarregam e mesmo com êxitos na minha carreira tudo é um grande castelo de areia e eu temo o mar que pode chegar e apagar tudo como se não fosse nada.
A memória é fácil de se apagar. Vide minha avó com demência. Ela gritava comigo e eu ainda tenho pesadelos em que a camada mais densa da minha psique reproduz os momentos mais traumáticos em que ela me culpava por eu estar vivo.
É difícil ser um ser inquieto. Meu pai ficava a vida toda no ócio, vendo televisão. E minha avó me culpava dizendo que eu seria igual a ele. Por causa disso, me recuso a descansar e ficar confortável.
Cansa nunca poder estar confortável. Nem ter direitos trabalhistas. Estou dormindo na corda bamba há tempos.
Sorte que não tem ventado muito.
Mas o el nino vem aí!
Me perco em mim e gostaria que me ventasse junto
Me leve para outro lugar do mundo
Sim, me leve porque me sinto pesado
Os traumas te deixam mais forte, fortemente cansado
E se antes eu me sentia pre-parado
Agora só me sinto parado, mesmo
As palavras saem como expiros, a esmo
Não me fale mais, é o meu melhor amigo o abismo
De toda minha vida é figura antiga, lembra
Todo o resto é que me assombra.
Sim, me assombra
Eu sempre tive medo da perversidade humana
Nunca tive medo de tubarões ou cobras ou morcegos
Tenho medo dos pensamentos mais íntimos do subconsciente de sociopatas
Tenho medo de me deparar com cenas tão traumáticas pela internet que eu não consiga dormir
Tenho medo de lembrar que o ser humano faz o mundo ruir
Não tenho medo de mim porque eu faço o que posso
Sou uma formiga ciente do estrago
Das bombas atômicas e pela busca de petróleo nos buracos
Como as pessoas conseguem dormir?
Como as pessoas conseguem pensar que está tudo bem?
Como as pessoas conseguem ser otimistas ante a sociedade?
Será que é uma cegueira coletiva e opiacea?
Ou será que eu sou muito pessimista
Será que eu gosto do desconforto e da dor, será que este é o meu lugar de conforto, pois na infância e adolescência não conheci nada diferente?
Como as pessoas dormem ante o estupro de recém nascidos
E postamos vídeos sorrindo
E postamos fotos curtindo
O imperativo da felicidade em uma rede social que coleta nossos dados para vender mais
E se todos estão exaustos de perseguir uma felicidade
Eu estou sentado sentindo o misto de felicidade por ter conquistado coisas com algumas ajudas e muito suor
E o cansaço extremo e a responsabilidade imensa de me manter vivo e cuidar bem dos gatos e cuidar bem das plantas e cuidar bem da minha avó e de Guimbs
E dos meus amigos
Por isso que eu fiz a laqueadura.
Não tem espaço para cuidar de ninguém mais
E no meu coração não tem espaço para mais angústia
Mas a angústia cai como uma cachoeira e percorre meu corpo e além e escorre pelos meus ouvidos e exala pelos meus poros
Já dizia Dostoievski
Sejamos homens, não queiramos ser deuses
A bomba atômica compete com o dinheiro para ver quem é mais poderoso.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Hoje pensei em me aniquilar
Hoje pensei em me aniquilar
Se meus pais tivessem me dado amor?
Será que eu estaria aqui
Será que eu ainda estaria vivo
Será que eu, de tanto prazer, nada falaria
Ou escreveria, tamanho torpor?
Será que eu teria conhecido tanta gente
Será que eu só teria ficado como um ácaro
Esperado a ser varrido pela chuva
Hoje pensei em te aniquilar.
E a virar essa mesa de vidro sobre ti
E que os caquinhos entrem em nós
E você me trazendo para perto para o fim, ri
Até nós sermos mais vidro do que pessoa
E, quem sabe, ao sermos mais vidro
Nos enxerguemos como realmente somos
Seres grotescos berrantes comedores de animais
Com pedaços de vidro brotando de nossas caras
Sangrando
E nossos buracos boca ansiando por mais
Ansiando por algo que tape o buraco do vazio da existência finita e infinita ao mesmo tempo
Um verme suga o resto de comida que há no meu estômago
Os parasitas roubaram meus sorrisos
E não tenho mais estimativa de quando vá voltar
A alargar as parcas rugas do rosto
Para tentar convencer as multidões
Que não vivo imerso no desespero
Que não vivo em conforto ilusório
Que não entrarei dentro do meu cu
E, quem sabe, entre mesmo
E quem sabe, eu nunca ache a saída
Engula a chave e não veja mais a luz do dia
Pois o mundo lá fora é um reflexo que não irradia
E a violência que me cerca
Me instiga a me digerir
Que eu não tenho sabor
que não tenho saber
Que não tenha alma
Que pelo menos tenha vendido mas não vejo o dinheiro
Que pelo menos tenha vendido mas não vi a oferta
Que pelo menos tenha trocado a alma por paz de espírito também inexistente
Nenhum contrato foi firmado
E sem trabalhar em nenhuma formal firma
Me reafirmo
Um não-individuo
Eu nego o caráter humano em prol do bestial maquinário
Mais máquina que besta
Tudo, menos humano
Humano é a máquina mortífera
Que estraçalha as carnes dos bichos
Que emporcalha os aquíferos
Humano é a mortalha e a arapuca
A erva daninha, o vírus
O padecer.
Hoje, eu quis me aniquilar.
Talvez para mais com um vírus
Eu parecer.
Ele, sem células, a infectar
Eu, com um celular, a me suspender.
E mesmo se eu com afinco pudesse me exterminar
Que diferença no antro no cerne de algo
A carne a contaminar
Sou o restante da embarcação do navio a naufragar
Sem povo, sem credo, sem caminho a cruzar
O sentido me faz piada
A estrada se alarga e despede
O nada me aguarda e me ri
Erraram e salvei alguns afogados
É traiçoeiro mar de lixo
E cheias de bichos estão caçambas
Humano e gambá não se distinguem
Humano e câncer meros comparsas
Em ácido me afogaria
Mas já afogo pelas conversas
Pelas palavras tortas amargas
Pela desunião de quem diz estar do mesmo lado
Pelo tiro que idealizado viria certeiro
Mas de nada afetaria o quadro monetário
Funeral vazio do poeta otário
Festa de arromba quando acertam um bilionário 🎊🎊🎊🎊
Ser gentil é um convite ao estupro
Eles não fazem a céu aberto
Porque outros homens os algemariam
Mas se pudessem
Eles, com ódio das mães e irmãs
As estuprariam, e ririam
Diriam
Tenho todo o poder sobre o seu ser
Pois é isso que representa o meu gênero.
É a violência colossal de Akira
É o limite desrespeitado
Poder traçar uma nova linha de limite
É muito bom ser predador
Eu tenho câimbra no rosto
De tanto fechar minha cara para homens monstro
A gentileza é um convite para o olhar examinar seu corpo
Tal qual laboratório
Eles te estuprariam a céu aberto
Mas as leis e testemunhas estão muito atentas
Algumas nem tanto, ás vezes é preciso cinquenta
E mesmo assim eles não acreditam
E se não bastarem as mãos, há as armas
E se não bastarem as armas, há as bombas
Que melhor temporada para o estupro senão as guerras
Um corpo sem estado é um corpo sem lei
Ante o estado de exceção, a frieza e crueza da barbárie humana
Sentimento é história de dormir para criança
O psicopata não é diagnosticado, não
O violar é normal,
E se não o faz ainda questionam
Se não objetificarem te chamam de homossexual
E te estupram igual
O sorriso é a chave da subjugação
Te obrigam a ser agradável
E com asco cospem na tua imagem admirável
Encaro como os olhos cheios de sangue
Até os xingamentos são direcionados ás mães
Travando inconscientemente mil batalhas
Debocha e finja que nunca existiu dor.
Pois o escárnio sórdido do riso do inimigo
O sadismo cultivado ante sacrifício
Torna insuportável o circular
Essa rua tomada de parasitas
A pornografia ceifou o respeitar.
Essas ruas interditadas
Nenhuma esquina posso chamar de lar
Ante o peso pago caro meu espaço ao laborar
Carrego o ódio e o desprezo por onde for
Por essas ruas quem estuprariam a céu aberto se pudessem
Em nenhuma dessas ajoelho
Brinda um copo de cianeto
E foda-se o senhor.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Quero
A feição na cara de quem não espera nada
Olhar profundamente para seu rosto por minutos
Abaixar as pálpebras profundamente
Chegar a centímetros do rosto da pessoa
Sem que tenha feito nada
Encontrar suavemente a orelha da pessoa
A cabeça na vertical, quase encostando na bochecha
A tensão corta o ar
E se um fio de cabelo se mexe
Eu sinto daqui
Abro a boca
"É isso que você quer, não é?"
quarta-feira, 1 de julho de 2026
No fundo do oceano
Tem silêncio
Lá eu me alojo,
Lá eu vivo
Lá não tem grito
Lá não tem nojo
Não tem atrito
A pressão acaricia
Meu rosto
Entre algas
Este é meu posto
Pra família
Só trouxe desgosto
Sou um ser abissal
Corpo fosco
De tanta pressão
Me tornei oceano
Saiam otários
Procurando petróleo
Que as baleias afundem
Essas embarcações
Que as quimeras e os krakens acordem
Que os cthulus explodam os homens
Que as sereias comam seus corações
Que os tubarões sobrevivam
Que as marés tornem se selvagens
E no fundo do gelo cravando as unhas
Homens são decorados por ursos polares
Lindos ursos e o sangue vermelho encharca o branco
Só para em algum momento o restante de corpo se unir ao mar
Blocos de órgãos congelados
E a barriga cheia dos ursos
Viva o topo da cadeia alimentar
Repost de 2016
Com olhos claros
Com voz música
``O nome dela é Brisa, Brisa do mar.``
Se houvesse com meu nome semelhante associação seria algo do tipo
``O nome delx é Bigorna, Bigorna de esmagar o cranio``.
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Brrr/ repost engraçado de 2017
ADELANTE, AMIGOS
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-Achei você no tinder.
-Você me achou no tinder
-A gente deu match.
-Você é linda.
-Ah, você também parece interessante.
-...
-Meus elogios são estranhos, desculpa.
-Tá. O que vamos fazer hoje?
-O que vamos fazer hoje?
-É, hoje, o que vamos fazer?
-Eu não sei o que podemos fazer.
-Eu sei o que podemos fazer.
-Sexo?
-Depois. Primeiro a gente pode comer alguma coisa.
-Em qual restaurante?
-Sei lá, a crise tá foda.
-Está mesmo.
-Hm... Pode ser só sexo mesmo, entao.
-Como vai ser?
-Ah, primeiro eu vou tirar a sua roupa.
-Como um animal com fome?
-É, verdade, é chato assim né.
-Pois é, tem que ser bonitinho.
o luto é o preço que se paga pelo amor
-
A ostentação vem para tentar preencher o lugar que a falta faz. Seja de sentido como para onde nós vamos, seja para significado, o que somo...
-
então corte laços retire a laser todas as tatuagens que fiz em você não aguento mais restos de pessoas no meu coração vá embora e feche a...