sábado, 21 de fevereiro de 2026

Carne/ repost 2019

Sou um pedaço de carne feliz
Que sente coisas
serotonina e amiguinhos
hormônios e peles efervescentes
já provei de alguns sangues e sêmens e suores 
E estou aqui
Não acredito em dias melhores 
de bocas abertas
Mordo um pouco apenas
Juro que nao arquiteto as cenas
Me paga pra fazer arte
vem ser meu mecenas
Me paga um humor novo 
E travesseiro de penas
Blá blá blá ou só sai daqui
e me deixa aproveitar
todos os pequenos contatos
que a vida pode proporcionar
de acordo com os fatos
Paladares e tatos
Gostaria muito de sentir além
Mas pessoas sao chatas em sua maioria
e já aceitei isso, tudo bem
Um quilo de acém
maminha e filé
Cumpro tudo que falo 
cuspo jogo tudo pelo ralo
Por todos os últimos tenho mil lutos 
mas não aguenta cinco minutos
vive teus absurdos
e eu viro de lado, vamos dormir
me ponho a sorrir
e varrer, possíveis contatos do mapa
de pouco a pouco , qualquer um escapa
Pois é música, só você me entende
Sexo é poesia?
Desculpa , quase nao nutro fantasia
Diante dessa mental hemorragia,
Nada mais me contagia 
Dentre o burnout, o torpor
É, me morde, me arrepia
Mas te imagino com mordedor


Bom dia/ repost de 2018

provavelmente voltarei a ficar sem celular
era isso que eu queria, acho
vou ter lá minhas aulas de violao
e frequentar o atelie do bandeira
melhorar meu desenho
desfranzir meu cenho
melhorar um pouco meu desempenho
mas me detenho
paro penso e derreto
onde me meto?

só porque/ repost para Kevin 2018

O sexo é bom
E dormir junto também 
Beijos esporádicos
Despreocupado sono REM
E atos bonitinhos de carinho
E eu dividindo paradas contigo
E você me contando das tretas
E que enquanto vida castigo 
Não preciso de mais ninguém
Mas
Não significa que precisemos namorar
Meu coração bomba 
Uma lasca de granada pode te acertar 
Namorar é muito forte
Sou muito inconstante 
Não conte com a sorte 
prefiro ser sua amante

Eu -ODEIO- comprar roupa/ kkk repost 2016

Odeio detesto. Hoje fiz o seguinte experimento: Voltando do médico, disse a mim mesma: opa, sobrou cerca de quarenta reais em meu bolso, vamos ver se eu acho algo interessante pois a loja de roupas está em promoção.
Eu adoro vestidos, fui ver os desgraçados.
Vi uns brancos bonitinhos e pensei:
-Formal demais.
-Nunca vou a festas formais demais, é muito raro.
-Imagine eu em uma festa com isso, são bonitinhos, mas eu ia sujar muito rápido.
Mariana é delicada, senta no chão , pula nos outros, derruba bebida nos outros e em si mesma, não rola.
OK, nada de vestidos brancos.
E então pensei: Gosto de amarelo. Vou pegar um lindo vestido amarelo e ver como eu fico nele.
Maravilha, enfiei o vestido... E não é que ficou legalzinho na frente mas... tinha meu sutiã, com o ``corpo`` dele todo aparecendo atrás. Sabe, quando fica literalmente o negócio todo do lado de fora e você tem que cobrir com o cabelo? Pois é. Ficou bem feio.
Tirei o sutiã. Ficou parecendo uma linda camisola. Parecia que eu ia dormir, o vestido tinha uma renda, sem decote, e na altura quase dos joelhos, só faltava eu tirar meu ursinho do armário e ir dormir, porque estava muito igual a uma camisola.
Nao satisfeita com minha auto crítica, cheguei a uma das vendedoras e falei:
-Eu até achei bonitinho, mas está parecendo uma camisola..

Junkspace é/ repost de 2021

Junkspace é o papel
Riscado corrompido amassado desordenado
Que não mais se veem curvas e quintais
Junkspace é o papel
Das campanhas políticas que entopem os bueiros
Junkspace é o papel
O banner, o outdoor que te rouba a atenção
Junkspace é tão foco de atenção
Que em nada mais há
Projeção
Junkspace é cenário móvel
Junkspace é a embalagem
Do industrializado
Junkspace é sua capinha de celular
Que você troca por achar estético
Junkspace é o não suficiente
Junkspace é o tudo
Frag men ta do
É o espelho
Que está cansado de ver
Reflete ele mesmo
em um looping continuo
De luzes e tons confortáveis
Junkspace está de pé
Esteve em construção
Esteve de pé
Até a demolição
Está construido
Até a próxima intervenção
Junkspace é a queda
Mascarada de ascensão 
Junkpace é a des humanização
é o crítico falando do crítico
Entupindo-se na entropia
Da pós modernização
E do borrão
Pessoas caminhando
Falando ao celular
Borrando, borrando
Espaço comprado
Consuma isso, tanto faz
Indivíduo condicionado mais é mais
O domínio e o império
Do ar condicionado
Cenário
Marcado pelo desinteresse
E o estresse
Que suas marcas proporcionam
Redimensionam
O olhar
E para onde andar
É o restrito pensando ser livre
E o pseudo liberto confuso a perambular
É a fila do banco, a encher
A idosa indignada a reclamar 
É o formulário de adesão a preencher
É além da república do escritório
É Toda a era antiga e moderna
É todo o repertório
De marcos da civilização
Se afundando, isolando
Fundindo 
Contaminando
Diluindo
Junkspace é cor pastel
É branco verde e rosa
Olhe, um pet shop humano
Com banho e tosa
Junkspace é aparência
É remanescência
É redescobrir o forro
Que cobre e entorpece
Sua enormidade tonteia
E emudece
É desestabilizar caminho
É estarmos tao juntos
E cada um sozinho
É policiar gesto'
É o gesticular ínfimo
E o muito comunicar
Excesso
De informação
Estímulo ululante
Lubrificante
Que essa engrenagem precisa
Para continuar girando
Junkspace é lotação
Saturação
Mal da atual geração
E de todas as outras atrás
Que aqui hão de habitar
Junkspace é o lixo
Que cobre o mar
É o lixo
Que se quer comprar
Comer, regurgitar
E assim segue
Para nenhum lugar
Mutável verme, criatura não delimitada
Sua pele é a rua
Pavimentada
Seu espírito é a vida
Acinzentada
Maquinada
Maquiada
Pós moderna


Krl post número 1000

 Que felicidade

Estou rindo 

Estou chorando 

Estou apático diante de um mundo frio 

E no calor, as chamas dos raios uvbs e uva destroem o meu rosto 

E os homens comem meu cadáver

Sou um zumbi 

Cansado da eternidade!

O problema não sou eu, 

É todo o entorno mesmo.

É dia 22, o dia está frio

Meu amigo dormindo ao meu lado

De saco cheio porque eu 

Não

Durmo

Não durmo, não consigo,

Se não me auto nocautear

, simplesmente não consigo 

Ás vezes me culpo por não viver as coisas

Mas sinceramente ás vezes só quero dormir

Para o tempo passar

Entrar em coma até eu conseguir realmente descansar

Mas ás vezes parece que o único descanso é a morte 

Porque meus sonhos e medos me atormentam

Porque eu não consigo resolução 

Porque a previsão é chuva leve

E eu só quero que a chuva me leve embora

Como um ácido e derreta meu corpo 

E minha alma flutue pelo ar e seja finalmente livre

Livre para se fundir com o ar poluído de são Paulo 

Livre para aceitar sua morte libertação 

Que a chuva leve me leve de volta para a América latina 

Enquanto ainda existem rios e árvores 

Enquanto os políticos ainda não destruíram tudo 

Que nem nessa porra de continente em que estou 

Eles sabem fazer perfumes mas não sabem fazer empatia

Me devolva minha pseudo felicidade

E deixo-vos com a brutal apatia 

Agora entendo como esse lugar realmente adoece

E os museus vão tentando conservar seus últimos cacos

E os narcisismos tentando preencher os traumas buracos

As dores e o cansaço mostram-me que estou atento

E eu não vivo, eu só aguento 

Já diria o novíssimo edgar

Na verdade, a primeira linha acredito que seja diferente 

Mas a essência é a mesma.

No meu árido deserto, preciso voltar para onde deixei meus corações

Porque olho para essas palavras , absorto 

Realmente parece que estou morto

Você persegue a pulsão de vida para esquecer que lamenta que dói que grita 

Boa sorte tentando se entorpecer em si 

Ás vezes gostaria de drogas mais pesadas 



De perto tudo é uma merda

 E se a sua hiperssexualização e arrogância 

Não for só pra suprir uma ferida egóica?

São 7 da manhã e

Pra variar 

Eu não consigo dormir.

Eu tento, tentei falar sobre milhares de coisas na minha cabeça 

Tentei ir numa espiral eterna rumo ao sono mas não consigo 

Talvez minha ansiedade de voltar logo para onde me sinto confortável 

Para minha casa meu namorado meus gatos 

Só isso que eu queria, estar confortável 

E fui muito longe para perceber 

Que o lugar mais confortável é junto de você