A história de hoje é LEGAL, escreverei até meu cérebro colapsar
O motivo? estou sem dormir para regular meu sono
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Eu queria que existisse um Sex Shop em frente a minha casa. Pois aí eu compraria milhares de produtos e brinquedos e camisinhas e não seria julgada, seria fácil, seria simples. EU ME TORNARIA AMIGA dos vendedores e eles saberiam exatamente o que me recomendar e me anunciar os produtos novos. Mas não, só há uma loja de suplementos, OUTRA loja de suplementos, uma loja de bugingangas para turistas e assim vai. Sexo vende, as pessoas esquecem disso.
SABENDO QUE sexo vende, lá vamos nós para a história. Mariana está cansada de chegar na hora H com seu bocado de Penises Amigos, ( que ela já aceitou essa relação superficial e carnal recíproca entre pedaços de carne alheios), e a pessoa ou tem camisinha de posto, ou não tem camisinha e quer fazer de qualquer jeito. E ainda há o fato de que as camisinhas podem ser adulteradas, vai saber, TRUST NO ONE.
Estou escrevendo em caps lock pois está o caos no meu cérebro.
EU gosto de ir ás farmácias e analisar as camisinhas. Mas não apenas o que elas fazem, mas suas TEXTURAS, FORMAS, CHEIROS , CORES, é mágico o universo das camisinhas e suas embalagens. Eu quero chegar a frente de uma vitrine com MÚLTIPLOS modelos para poder escolher, como se estivesse em uma loja de doces e tivesse um mundo de possibilidades, escolhas, que caminho seguir, que camisinha pegar. Eu estava com uma em mente: A que tem bolinhas pois me dá mais prazer, aquela texturizada, sabem. E da marca X, pois eles não utilizam Látex, material o qual sou alérgica.
E lá fui eu, em minha odisseia, andar pelas ruas de Copacabana em busca de minha camisinha esperada. Mas eu ia comprar absorventes também, afinal, rosas são vermelhas, violetas são azuis e mulheres sangram. Fui para a primeira farmácia, peguei o absorvente que eu geralmente uso, e lá fui eu examinar as caminhas. Não tinha muitas, e eu fiquei frustrada. Tinha as marcas mais comuns e umas com embalagens toscas, não todo aquele espetáculo de cores e possibilidades que eu esperava.
Resignada, fui procurar a que eu já tinha em mente... Não tinha. Era só a original. E, pasmem ,só havia mais UMA marca com texturizada, e essa marca é ruim. Enquanto analisava as camisinhas, um gentil funcionário me ofereceu uma cesta e eu fiquei ligeiramente envergonhada. Até tentei disfarçar, escolhendo algum sabonete líquido e tal...
Ponderei comprar a camisinha do Star Wars, que brilha no escuro, mas ela tem muito cara de que não funcionaria, que na verdade precisasse desligar todas as luzes e ficar no breu absoluto... Sexo seria um assunto secundário, o sabre de luz ambulante por si só seria mais interessante, e essa desgraça é cara, então nem me dei o trabalho de checar o preço. Mas um dia, um dia.
Não tinha minha camisinha, fui embora e só levei o absorvente. Mas Mariana não desistiria assim tao fácil. Passamos pela academia, pelo restaurante, pela mulher com o cachorro e por uma barata que estava parada bem aleatoriamente no meio da calçada. E foi para a segunda farmácia.
Chegando lá, eu rodei aproximadamente o recinto inteiro, passei por condicionadores, produtos de beleza, desodorantes, refrigerantes, esmaltes, tudo. Até que achei as camisinhas.
-Precisa de ajuda, senhora?
Eu, com a melhor cara de sem-graça, disse:
-Não, obrigada.
E lá fui eu, com a maior calma do mundo, analisar as embalagens. Já estava ficando melhor, mais opções, mais diversidade, mais diversão. Vi uns géis lubrificantes muito loucos, um que esquentava e outro que esfriava e imaginei botando os dois ao mesmo tempo e queria saber como era. Enfim, até que, desajeitada como sou, deixei uma de morango cair no chão, e o "segurança" ou sei lá que caralhos ele era, prostrado atrás de mim, vendo toda a cena, ou apenas vegetando.
Sem graça que só, fui fuxicando e achei o pacote! Mas era com *rufem os tambores* nove camisinhas! Eu compraria, se não fosse quatorze reais, e eu apenas estivesse com nove. Desapontada, mas não vencida, saí da loja, na cara e na coragem, sem comprar nada, com sacola de outra farmácia, pleníssima. Passei pela mesma barata, pela pela mulher com cachorro, mas atravessei a rua, não me dei por vencida, e lá fui eu, quase que sem esperanças, para a terceira farmácia.
Chegando lá, me senti em casa, uma pequena farmácia, mas com uma grande quantidade de opções, exatamente do jeito que eu queria. Marcas que eu nem conhecia, preservativos tao caros que eu me perguntei o porque, e me prometi comprar no futuro. Vi até camisinhas sem lubrificação alguma, e achei graça em outra que estava escrito, embaixo da marca, "Cabeção". Vi camisinhas extra extra grandes, e me perguntei se realmente havia gente que usava isso ou se era mais para melhorar a auto estima das pessoas, e que era mais fácil embrulhar um saco plástico.
Peguei DOIS pacotes, contendo três, pensando que seria cerca de quatro reais. Chegando ao caixa, eu digo, da maneira mais estúpida possível:
-Boa noite, eu gostaria de... *voz diminuindo progressivamente*
*Não olha para a cara do caixa*
*Por que eu só encontro homens nos lugares de comprar camisinha?*
-Err, passa só uma, porque não sei o preço, se for menos que cinco reais... *voz diminuindo progressivamente, novamente*
-É seis reais e quarenta centavos.
.*Suspiro triste por minha parte*
-Ok, vou levar.
Enquanto ele registrava, olhei para o lado e vi 30ml de energético. SIM, 30 ML, a parada deve ser ultra concentrada, e pior, estava escrito "festa, estudo, trabalho", imagina, eu tomo isso e viro uma bola quicante de energia.
Peguei minha -mini-sacola, enfiei dentro de minha sacola normal, e caminhei rumo ao lar, ligeiramente plena, satisfeita, mas também meio frustrada pois terei de comprar mais em breve.
Ela está aqui do meu lado, linda. Nos divertiremos a três em breve
segunda-feira, 26 de junho de 2017
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Braços
Não é a pessoa que me encanta
É a sensação, a energia
E o momento
De estar lá
Ao lado de alguém
Que te acolha
Que passe os bracos pela sua cintura e te desperte
Alguma coisa a mais
Desejo, paz
Que esteja contigo, nem que seja por algumas horas
Que te beije
Que te faça se sentir vivo
Que tenha afeto
Que seja simples, sem maiores filosofias
Sem maiores complicações
Sem brigas nem explicações
Nesse mundo frio e superficial
Estando nos lençóis brancos
Não me senti artificial
Me senti menos mecânica
Orgânica
Olhando para a televisão, meio prestando atenção
Meio alheia aos detalhes
Até que em um momento
Éramos apenas os dois, cansados
De olhos fechados, relaxados
Deixando de pensar
Desfrutando de tudo e de nada ao mesmo tempo
Por um momento me senti menos mal
Segurança, conforto
Um afago, o toque em si
E outro corpo
Para que converse com o meu
Sem muito o que falar
É mágico
Queria ter isso sempre
Mas daí não seria tao mágico
Eu penso demais
Discussões, reflexões , ideias legais
E enquanto escrevo, minha consciência, minha mente
Conversa com vocês, através desses textos
Não importa a quem
Mas meu corpo anseia por conversa também
quinta-feira, 22 de junho de 2017
Viajando com a morfologia
Acho a palavra "Filha" engraçada
É como se fosse "folha", mas com "i"
Filha
É como se fosse "Ilha", mas com F na frente
Filho
É como se fosse milho, mas com o mesmo "F"
O som do "F" é um som meio rasgado
Não tao bruto quando o "R" nem tao suave quanto o "M"
Dizendo o "F", nós soltamos um bocado de ar
"FFFFF", e o ar sendo liberado de nossas cadeias
De dentes
E o conjunto "FI", que te faz fazer uma careta
E que com o resto, te faz abrir mais a boca
O "LHA" que te desperta uma série de movimentos
Com a língua em seu céu da boca
E cordas vocais vibrando
Tudo isso para dizer a palavra
O poder dos encontros consonantais brasileiros é incrível
É como se fosse "folha", mas com "i"
Filha
É como se fosse "Ilha", mas com F na frente
Filho
É como se fosse milho, mas com o mesmo "F"
O som do "F" é um som meio rasgado
Não tao bruto quando o "R" nem tao suave quanto o "M"
Dizendo o "F", nós soltamos um bocado de ar
"FFFFF", e o ar sendo liberado de nossas cadeias
De dentes
E o conjunto "FI", que te faz fazer uma careta
E que com o resto, te faz abrir mais a boca
O "LHA" que te desperta uma série de movimentos
Com a língua em seu céu da boca
E cordas vocais vibrando
Tudo isso para dizer a palavra
O poder dos encontros consonantais brasileiros é incrível
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Quero
Entrar em casa , mas o porteiro está dormindo
Está chovendo
Aperto o botão do interfone
Repetidas vezes
Nada
A luz da portaria está apagada
O lindo homem que tem UMA MISSÃO
que é abrir a porta
Está falhando para com seu dever
Tento assobiar
Mas não consigo fazer aqueles assobios altíssimos
De botar dois dedos na boca e fingir que sou um apito
E a chuva tamborilando nos meus ombros
Ensopando meu casaco
Indignada, penso em achar uma solução
Pular o portão, talvez
Mas quem me ajudaria a fazer uma escadinha
Para que eu pulasse e caísse ilesa
No chão de concreto?
E então eu pensei:
-Foda-se
Tem horas que precisamos fazer barulho
Como a delicada pessoa que sou
Comecei a esmurrar o portão
Uma , duas , três vezes
Nada
Mais chuva, mais molhado
Esmurro mais algumas vezes
Meus punhos acostumados
A socar coisas
E lá vai ele
É acordado de seu sono de beleza,
Provavelmente em sobressalto
Abre o portão para mim
Entro, ensopada
E ainda digo:
-Boa noite.
Ele mal me responde
Apaga a luz
E volta a dormir
Está chovendo
Aperto o botão do interfone
Repetidas vezes
Nada
A luz da portaria está apagada
O lindo homem que tem UMA MISSÃO
que é abrir a porta
Está falhando para com seu dever
Tento assobiar
Mas não consigo fazer aqueles assobios altíssimos
De botar dois dedos na boca e fingir que sou um apito
E a chuva tamborilando nos meus ombros
Ensopando meu casaco
Indignada, penso em achar uma solução
Pular o portão, talvez
Mas quem me ajudaria a fazer uma escadinha
Para que eu pulasse e caísse ilesa
No chão de concreto?
E então eu pensei:
-Foda-se
Tem horas que precisamos fazer barulho
Como a delicada pessoa que sou
Comecei a esmurrar o portão
Uma , duas , três vezes
Nada
Mais chuva, mais molhado
Esmurro mais algumas vezes
Meus punhos acostumados
A socar coisas
E lá vai ele
É acordado de seu sono de beleza,
Provavelmente em sobressalto
Abre o portão para mim
Entro, ensopada
E ainda digo:
-Boa noite.
Ele mal me responde
Apaga a luz
E volta a dormir
sábado, 17 de junho de 2017
Oi
eu em 2014 dando oi pra vocês que leem meu blog
comentem os posts
sério
eu gosto do feedback
Comentem qualquer coisa
Beijos
comentem os posts
sério
eu gosto do feedback
Comentem qualquer coisa
Beijos
Dois dias fora
“Festa”. Somente o nome é legal,
remete a coisas boas, imagens de pessoas rindo, com suas bocas escancaradas e
copos de bebida nas mãos, música ‘’boa”, ( entende-se: da moda), seus “amigos”,
e MUITA DIVERSAO.
Fui chamada para a festa surpresa
de uma colega minha da faculdade, e lá fui eu. Primeiramente, fomos ao bar, foi
legal, pois eu estava animada com algum resto de serotonina que permaneceu no
meu organismo, e nós cantamos e foi realmente legal. E então eu fui para a casa
dessa colega, deitei em seu sofá e dormi.
No dia seguinte, iríamos fazer
uma festa surpresa para ela. Essa colega é muito séria e ás vezes eu fico meio
intimidada por suas atitudes; é uma pessoa maravilhosa, mas não é de sorrisos
fáceis ou brincadeiras como eu sou. (normalmente, pois agora estou mal). Enfim,
eu apenas senti que ela achava minha presença lá desnecessária, ou que não estava
à vontade. Se eu perguntasse a ela, a mesma negaria, “absolutamente não,
Mariana, sua presença me faz muito feliz.”
Eu estava na casa dela, ela fora
com seu namorado, e eu, o pai dela, a namorada dele, os filhos da namorada dele
e o irmão da garota, todos estavam lá comigo. Eu desenhei a filha caçula da
mulher, nós almoçamos, e... Eu não tinha muito que fazer, eu jogava no
computador. O tempo todo. Sério. Se tem uma coisa que eu fiz, foi jogar.
Estou com um vício terrível em
tecnologia. E o problema: Eu não estou gostando disso. Eu prefiro muito mais
ler a ficar vendo coisas inúteis ou falar com gente que não se importa. Mas eu não
estou tendo concentração o suficiente para ler, não estou tendo ingredientes
para moldar a minha criatividade, não. O máximo que consigo fazer é escrever
essas letrinhas pretas em fundo branco para tentar... sei lá, tentar me
desafogar.
-Pausa para checar informações desnecessárias
que apenas consomem meu tempo e não acrescentam nada-
Fomos à festa surpresa da garota,
a abraçaram, vieram tios, amigos, tudo, fizeram a decoração que ela mais gosta,
tinha doces e salgados e bolo e bebidas e tudo muito perfeito. Eu não conhecia
nenhum dos amigos dela, e , como sabem , estou de saco cheio de tentar bancar a
super social como eu sempre fiz, chegar conversando, chegar sendo a Mariana
feliz. Não, a Mariana feliz está do outro lado dessa dimensão, silenciada, ou
adormecida. Ou muito mutilada, muito machucada para se expor novamente.
No lugar dela, está a Mariana
quieta, a Mariana (mais) estranha, a Mariana triste. Essa Mariana foi para a
festa, e ficou lá, prostrada, olhando para todas aquelas pessoas felizes, todos
aqueles sorrisos, toda aquela diversão, e queria estar Lá com eles, ser mais um
entre tantos. Mas não. Eu estava destacada, sentada um pouco mais longe,
mexendo no meu celular. Um bloqueio desceu em mim e não conseguia me intrometer
nas conversas alheias e socializar. Apenas não conseguia.
Depois de um tempo nisso,
chegaram três colegas meus da faculdade. Eu estava tão destruída que, sentada
ao lado deles, não tinha energia nem para me prostrar sentada, e deitei no colo
de um deles. E esse me respondeu: - Não vai ficar na bad não , Mariana,
levanta. Eu queria ter respondido algo interessante, mas nem poderia dizer que
eu tenho depressão de verdade, pois eu ainda não fui ao médico. MAS IREI DIA
TRINTA, IEI. Enfim, conversando com um amigo ( esse sim é um amigo), fiquei tao
triste mas tao triste que estava a ponto de começar a chorar lá mesmo. Novidade?
Não né, já parei de tentar conter minhas lágrimas sempre que elas ameacam
mostrar a minha destruição interior ao mundo.
Eu estava bem triste, como
ultimamente estou, e resolvi observar os amigos dessa garota. Eles a cercavam e
a amavam, e eu estava em um estado nem de inveja pois eu sei que se eu tivesse
uma vida desse jeito , provavelmente ainda seria fodida da cabeça e espantaria
todo mundo, o problema não é com as pessoas, é comigo mesmo, já aceitei.
Havia uma garota que me chamou a atenção.
Ela tinha óculos de fundo de garrafa, um vestidinho preto com rosas que seria
algo que eu usaria, e cabelos castanho claros cacheados. Ela pulava, e falava
alto, cheia de energia, e dizia, com a voz histérica: -ESTOU TAO ANIMADA, ESTOU
TAO FELIZ, VAMOS DANCAR, VAMOS LÁ- e começava a dançar de uma maneira meio estúpida,
a meu ver, meio desengonçada. Mas ela não estava nem aí, ela estava gostando e
isso que importa. Ela tinha energia. E ela deve ser da minha idade ou até mais
velha. Se me botassem para dançar no meio, eu sairia correndo para achar a
cadeira mais próxima para me afundar languidez e no repouso das pessoas
sentadas.
Primeiramente eu achei essa
garota meio irritante. Mas depois achei-a normal e percebi que eu já fui como
ela. Eu já fui a animada, que as pessoas elogiam e que se arruma. Já fui essa
garota, que emana brilho e felicidade e pula e dança mesmo se estiver passando
vergonha, ela não liga, ela só quer se divertir. Já fui assim, Hoje eu
praticamente não sei mais me divertir, não mais. Desenhar se tornou uma
necessidade, jogar se tornou uma necessidade, mas me divertir mesmo, não sei.
Meus colegas até podem me fazer rir durante dois segundos, mas depois desse
súbito acesso a uma sombra do resquício da minha felicidade de outrora, tudo
volta a ficar negro e eu lembro que estou mal.
E assim fico eu, me sentindo fora
de tudo, não pertencente, e começo a brincar de massinha com uma das
criancinhas, nós brincamos de pique, gastei um pouco de energia e fiquei
ligeiramente menos triste ao escutar as risadas deles. Voltei para cima, vimos
um filme (eu e as duas crianças), e pouco a pouco todos caíram no sono. Acordei
cedo, tomei um café legal, dormi um pouco, me levaram em casa em uma magnifica
carona, dormi mais um pouco, cheguei em casa, dormi mais um pouco, joguei,
fiquei mal, e estou mal até agora.
[Muita coisa aconteceu desde que
eu escrevi esse último parágrafo. Eu fui ao bar com um amigo (sim, esse é outro
amigo de verdade, embora more longe, amo a companhia dele) e bebemos cachaça de
mel, eu disse que queria ver o caos, e isso aconteceu, passei mal e tudo mais.
FOI LINDO].
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Enjoei
Olá.
Essa é uma das minhas únicas portas de contato com o mundo
exterior.
Fechei-me em meu quarto, com cortinas fechadas.
Virei uma covarde?
Uma imbecil com medo da luz e do barulho e dos gritos
E dos sentimentos ruins
Parei de sentir
Parei de me importar
Escondi-me atrás de telas
Eu achava que alguém ia me ajudar
Estava errada, sou apenas eu, sozinha
Eu que procuro
Eu que tento
Pois bem
Eu enjoei
Cansei de tentar
Eu cansei de tentar manter relações com pessoas.
AMIGOS, digo eu
Tenho tantos amigos
Para festinhas
Nem as festinhas consigo gostar mais
Não são amigos
São colegas
Superficiais em sua essência
Quando há alguma questão séria
Se afastam
O mundo já é muito triste
Imagine se cercar de pessoas assim
Todos tem problemas piores.
Ninguém pode se intrometer nas paranoias dos outros
Ajudar é desperdício de tempo, que significa dinheiro
E ser útil e seguir com a vida
Ajudar é parar no tempo e tentar recuperar algo
Que não tem mais esperança nenhuma de recuperação
Todos estão cansados das minhas lástimas
Eu também
Praticamente desistindo da minha pessoa
Tornei-me autista, será?
No meu mundo pequeno e seguro
No meu canto, desenhando minhas coisinhas.
As pessoas dizem "uau, que lindo"
Menos quando são pessoas se matando e semelhantes
Aí elas ficam assustadas
Não sei, elas não comentam muito esses
E quando pergunto, elas apenas dizem"
"Pesado."
E fico aqui
Lendo meus livros.
Mexendo no meu computador.
Jogando meus jogos.
Muitos pronomes possessivos.
Quase não consigo interagir, fico medindo ações.
Se estou em uma festa, desejo não estar mais lá, ir embora.
Ficar sozinha.
De novo.
Socializar cansa, e minha autoestima está tão baixa,
Que eu não acredito que alguém vá realmente querer ser meu
amigo.
E estou perdendo qualquer confiança que eu já tenha tido
Em quem se diz ser meu amigo
Não tenho muito a oferecer, apenas um bando de preocupações.
Para todas as oportunidades
Fechei as portas
Maquiei meus sentimentos
Ri, contei piadas, fiz pessoas rirem
Mas eu cansei
Fugi para o conforto doentio da minha
Maldita cama.
Essa maldita cama que tanto comento
E que vou sair assim que começar a me entupir de remédios
terça-feira, 13 de junho de 2017
domingo, 11 de junho de 2017
Como eu faria
Chegaria á noite no banheiro, feliz, pois a noite sempre me
acolheu mais.
Fecharia a porta, quando todos fossem dormir, para não ser
atrapalhada.
Sentaria no vaso sanitário, olharia para o teto, pensaria em
tudo que poderia ter sido e não foi.
Pegaria a gilette amarela que tem em cima da mesa. Olharia
para ela, para seus detalhes na lateral, para sua lamina, por final.
Passaria suavemente a lamina, na vertical, pela veia do meu
pulso direito, pois eu sou canhota. Se não fosse desse jeito, iria mais forte.
Se doesse muito, morderia o lábio, fecharia os olhos, talvez eu chorasse,
talvez não.
Depois, cortaria o pulso esquerdo. Sei que uma hora eu
ficaria com raiva, pois não estaria cortando certo e me estraçalharia com a
lamina, sei disso.
Não quero ser uma ‘’vitima de tentativa de suicídio”, não.
Se for, precisa ser para valer.
E quando o sangue estiver brotando dos meus pulsos e eu
puder relaxar no chão do banheiro em felicidade e torpor, eu vou indo embora desse
mundo.
Oito horas depois minha avó terá acordado.
Ela vai gritar para eu sair logo do banheiro.
Meu pai vai tentar falar comigo, tentar fazer alguma
brincadeirinha sem graça que me irritaria mais que tudo.
Mas eu não escutaria mais.
Dez horas depois, eles começariam a ficar, talvez,
preocupados.
Por eles não poderem acessar o banheiro, não por eu não sair
de lá.
E, depois de um tempo que eu não sei quanto, mandariam
arrombar a porta, e lá estaria eu, estatelada no chão, sossegada e dormindo
para sempre.
Aí então minha avó diria que eu sou maluca, doida.
Meu avo ficaria meio em choque, mas depois veria televisão normalmente.
Meu pai choraria e tentaria entender, mas acho que ele
aceitaria, visto que quase não se comunica comigo direito.
Embrulhariam meu corpo em alguma manta, (eu espero que leiam
meu blog, quero ser cremada), e me levariam para o crematório, e haveria meu
enterro.
Espero que as pessoas não falem bobagens sobre quem eu era.
A Mariana era uma pessoa muito doce, gentil, engraçada, sim,
MAS ELA ERA QUEBRADA.
Ninguém a ajudou quando ela precisava.
Fica a dica.
PS: Não vou fazer isso, não hoje, não se eu estiver
adormecida, vou fechar o notebook e voltar a dormir
Não aguento mais esses pensamentos
Ontem, andando sozinha pelas ruas, meia noite e meia, fazia frio, eu pensei que era um lindo cenário para eu me
matar.
Antes que eu conseguisse arquitetar algum pensamento, apenas
veio à tona, lindo e claro como água cristalina:
-Quero me matar.
Você não pode moldar pensamentos.
Quero acabar com a minha vida, mas acho que sou covarde
demais para isso.
Eu penso em alguém chegando pelas minhas costas, mirando a
arma entre as minhas costelas e dizendo:
-Passa tudo, não olha para trás.
Eu diria:
-Atira. Atira mas atira direito, para matar mesmo.
Quando eu desço de avião, eu torço para que ele pouse tão
rápido a ponto de perder o controle e se estatelar com uma parede, como no
acidente de Congonhas.
Mas isso é egoísta, pois não morreria só eu.
Hoje, deitada na cama, dormindo desde as duas da manha até às
quatro da tarde, me veio a imagem de eu ingerindo diversas, inúmeras pílulas de
paracetamol. E falecendo nessa mesma cama em que escrevo.
Já pensei em entrar no mar, na praia que fica a cinco
minutos da minha casa, submergir e nunca mais voltar à superfície.
Já me imaginei me tacando de um lugar alto, talvez do Pão
de açúcar, de modo que a perda fosse total e sem chance de recuperação.
Eu quero ver meu corpo estatelado e quebrado na calçada, o
sangue brotando de todos os meus cantos, meus ossos virados em posições bizarras,
meu crânio com crateras, como uma lua.
Porque aí sim iriam
ver meu exterior igual ao meu interior. Sou uma pessoa quebrada.
Já pensei em me mutilar para ver se ainda sinto alguma
coisa, se ainda sobraram sentimentos, mas também não tenho coragem para isso,
acabo existindo, sobrevivendo, mas isso sim me machuca isso sim me tortura:
viver.
Queria muito que isso acabasse de verdade. Queria que alguém
se importasse, mas acho que nem eu me importo mais.
Acho que eu virei uma máquina, ou que eu era a tal máquina o tempo todo. ( e com defeito, ainda por cima).
No momento, estou meio psicopata, não sinto fome, não sinto
frio, não sinto dor, não sinto nada.
E isso é a pior coisa do mundo.
terça-feira, 6 de junho de 2017
TEXTO BONITINHO FINALMENTE/ Menos o final
Eu estava refletindo comigo mesma, em meu silencio sórdido
E eu adoro meu corpo
Sério
Eu adoro ser gigante;
Adoro a pinta na perna direita que parece a da Angélica
E adoro tirar os pelinhos que aparecem nela;
Adoro como minha barriga é muito neutra esteticamente
Nem trincada nem cheia das gorduras
E mesmo assim ás vezes, quando estou empenhada nos esportes
Os ossos do meu quadril aparecem e é legal os sentir;
Adoro meu umbigo que não serve para nada;
E de como meus dedos das mãos são longos
Adoro como a pele do meu tronco é lisinha e mais clara
Que do resto dele
Adoro meus bracos e como eu consigo abracar muita gente pois
Eles também são grandes
Err.. acho a minha bunda meio flopada, mas gosto dela também;
Adoro meus peitos e como eles são fofinhos mesmo
Quando atrapalham, eu pulo e eles pulam junto
Mas sao lindos e clarinhos e a cor muda de castanho claro
Para rosa, conforme o destino e os planetas querem;
Adoro minhas pernas longas, e de quando eu chego no ônibus
E elas batem no assento da frente e eu tenho que chegar para trás
Adoro minhas batatas da perna, e a sensação maravilhosa que é
Se depilar e as sentir maravilhosamente lisas
Eu adoro o meu corpo, e se eu fosse um estranho
Transaria comigo todo dia, aproveitando cada detalhe
Botando um saco de papel na minha cabeça talvez,
Mas isso são outros 500
E eu adoro meu corpo
Sério
Eu adoro ser gigante;
Adoro a pinta na perna direita que parece a da Angélica
E adoro tirar os pelinhos que aparecem nela;
Adoro como minha barriga é muito neutra esteticamente
Nem trincada nem cheia das gorduras
E mesmo assim ás vezes, quando estou empenhada nos esportes
Os ossos do meu quadril aparecem e é legal os sentir;
Adoro meu umbigo que não serve para nada;
E de como meus dedos das mãos são longos
Adoro como a pele do meu tronco é lisinha e mais clara
Que do resto dele
Adoro meus bracos e como eu consigo abracar muita gente pois
Eles também são grandes
Err.. acho a minha bunda meio flopada, mas gosto dela também;
Adoro meus peitos e como eles são fofinhos mesmo
Quando atrapalham, eu pulo e eles pulam junto
Mas sao lindos e clarinhos e a cor muda de castanho claro
Para rosa, conforme o destino e os planetas querem;
Adoro minhas pernas longas, e de quando eu chego no ônibus
E elas batem no assento da frente e eu tenho que chegar para trás
Adoro minhas batatas da perna, e a sensação maravilhosa que é
Se depilar e as sentir maravilhosamente lisas
Eu adoro o meu corpo, e se eu fosse um estranho
Transaria comigo todo dia, aproveitando cada detalhe
Botando um saco de papel na minha cabeça talvez,
Mas isso são outros 500
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