quarta-feira, 1 de julho de 2026

No fundo do oceano

 Tem silêncio 

Lá eu me alojo,

Lá eu vivo

Lá não tem grito

Lá não tem nojo

Não tem atrito

A pressão acaricia

Meu rosto

Entre algas 

Este é meu posto

Pra família 

Só trouxe desgosto

Sou um ser abissal 

Corpo fosco 

De tanta pressão 

Me tornei oceano

Saiam otários

Procurando petróleo 

Que as baleias afundem 

Essas embarcações 

Que as quimeras e os krakens acordem

Que os cthulus explodam os homens 

Que as sereias comam seus corações 

Que os tubarões sobrevivam

Que as marés tornem se selvagens 

E no fundo do gelo cravando as unhas 

Homens são decorados por ursos polares 

Lindos ursos e o sangue vermelho encharca o branco

Só para em algum momento o restante de corpo se unir ao mar

Blocos de órgãos congelados 

E a barriga cheia dos ursos 

Viva o topo da cadeia alimentar

 

Repost de 2016

Ela, com cabelos louros
Com olhos claros
Com voz música
``O nome dela é Brisa, Brisa do mar.``
Se houvesse com meu nome semelhante associação seria algo do tipo
``O nome delx é Bigorna, Bigorna de esmagar o cranio``.
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Brrr/ repost engraçado de 2017

Ouvindo uma musica do Hollywood Undead, bate uma nostalgia e uma vontade para voltar a setembro de 2016.
ADELANTE, AMIGOS
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-Achei você no tinder.
-Você me achou no tinder
-A gente deu match.
-Você é linda.
-Ah, você também parece interessante.
-...
-Meus elogios são estranhos, desculpa.
-Tá. O que vamos fazer hoje?
-O que vamos fazer hoje?
-É, hoje, o que vamos fazer?
-Eu não sei o que podemos fazer.
-Eu sei o que podemos fazer.
-Sexo?
-Depois. Primeiro a gente pode comer alguma coisa.
-Em qual restaurante?
-Sei lá, a crise tá foda.
-Está mesmo.
-Hm... Pode ser só sexo mesmo, entao.
-Como vai ser?
-Ah, primeiro eu vou tirar a sua roupa.
-Como um animal com fome?
-É, verdade, é chato assim né.
-Pois é, tem que ser bonitinho.

Nas sombras do vale

 Nas sombras do vale 

No meu caminho 

O sangue nas mãos 

Condena ao exílio 

A mente perturbada 

Longe de todos

Num quarto fechado 

Manto manicômio

Destruo os laços 

Estes invisíveis 

Dinheiro é palco

Para inevitável barbárie 

Arte é lucro 

E pornografia 

O canto é silencioso 

Estoura as cordas vocais afora 

A tesoura ceifa dois caminhos 

O coma encerra a visão 

Os olhos enxergam o nada

Antes nada que desolação 

É de cacos de vidro a estrada

Apunhalam palma da tua mão

O apreço por ti um segundo 

Sua pele de pano de chão 

Enquanto prestar resta 

Sozinho protesta, pranto

A voz de esperança é muda

As árvores todas cortadas

Eles amam animais 

As vacas escravizadas

Eles são barulhentos demais.

Nas sombras do vale

No meu caminho 

O céu desaba sobre meus ombros 

Sorriso farto entre os escombros 

A brisa suave entre os espinhos 

O veneno inebria 

O breu esconde apodrecer 

A carne já vibrante um dia 

Almeja o adormecer.

No fundo do oceano

 Tem silêncio  Lá eu me alojo, Lá eu vivo Lá não tem grito Lá não tem nojo Não tem atrito A pressão acaricia Meu rosto Entre algas  Este é m...