Acabo de escrever infinita. Não interpolei esse adjetivo por costume retórico; digo que não é ilógico pensar que o mundo é infinito. Aqueles que o julgam limitado postulam que em lugares remotos os corredores e escadas e hexágonos podem inconcebivelmente cessar – o que é absurdo. Aqueles que o imaginam sem limites esquecem que os abrange o número possível de livros. Atrevo-me a insinuar esta solução do antigo problema: A Biblioteca é ilimitada e periódica. Se um eterno viajante a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao fim dos séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, reiterada, seria uma ordem: a Ordem). Minha solidão alegra-se com essa elegante esperança.
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
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extase
sinto como se fosse flutuar é uma merda você fala merda mas é delicioso não te mostro Porque você é egocêntrico sua saliva tem gosto de...
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então corte laços retire a laser todas as tatuagens que fiz em você não aguento mais restos de pessoas no meu coração vá embora e feche a...
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A ostentação vem para tentar preencher o lugar que a falta faz. Seja de sentido como para onde nós vamos, seja para significado, o que somo...
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