Tristeza.
Sinto a tristeza fazendo uma pressão interna indescritível.
É como se todos os sentimentos negativos se juntassem e acabassem com os resquícios de coisas boas em mim. Pensamentos ruins, sonhos ruins.
Sonhos de coisas se dilacerando.
Sonhei que eu enfiava uma tesoura no meu estomago. Sonhei que baratas se prendiam em mim, que fios eram puxados das minhas clavículas, que pessoas agrediam umas ás outras, que animais eram mortos sem dó.
Quando meus sonhos ficaram tao pesados? Eu não me lembro de ter sonhado coisas bonitinhas há muito, tanto tempo que não me lembro.
Tanto tempo, mas me lembro dos péssimos. Me lembro dos pesadelos em que brigava com minha família, em que eu chorava na vida real e no sonho.
Eu arrancando bolinhas azuis dos meus dedos, como se retirasse todo o recheio de mim.
Eu fazendo prova. Se não são sonhos macabros, são sonhos muito estranhos, ou ligeiramente eróticos. Acontece.
A questão é: Estou cansada, sabe.
Eu queria sonhar coisas bonitinhas. Um sonho tranquilo, não sei. O último sonho tranquilo e normal que eu tive e me lembro, era de quando tinha 10 anos e gostava de um garoto da minha escola. Eu sonhava que conversava com ele e o beijava, olhem que fofo e inocente.
A tristeza é como se fosse o chá que tomei há pouco, esquenta meu corpo todo, se funde, se espalha, e percebo que a essência dela é inerente ao meu ser.
Se é inerente, precisamos aprender a lidar com ela, né amiguinhos.
Mas sabem, prefiro sonhar coisas horríveis do que não sonhar nada.
Se precisamos estudar tristes, estudamos tristes.
Acontece.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
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