Que felicidade
Estou rindo
Estou chorando
Estou apático diante de um mundo frio
E no calor, as chamas dos raios uvbs e uva destroem o meu rosto
E os homens comem meu cadáver
Sou um zumbi
Cansado da eternidade!
O problema não sou eu,
É todo o entorno mesmo.
É dia 22, o dia está frio
Meu amigo dormindo ao meu lado
De saco cheio porque eu
Não
Durmo
Não durmo, não consigo,
Se não me auto nocautear
, simplesmente não consigo
Ás vezes me culpo por não viver as coisas
Mas sinceramente ás vezes só quero dormir
Para o tempo passar
Entrar em coma até eu conseguir realmente descansar
Mas ás vezes parece que o único descanso é a morte
Porque meus sonhos e medos me atormentam
Porque eu não consigo resolução
Porque a previsão é chuva leve
E eu só quero que a chuva me leve embora
Como um ácido e derreta meu corpo
E minha alma flutue pelo ar e seja finalmente livre
Livre para se fundir com o ar poluído de são Paulo
Livre para aceitar sua morte libertação
Que a chuva leve me leve de volta para a América latina
Enquanto ainda existem rios e árvores
Enquanto os políticos ainda não destruíram tudo
Que nem nessa porra de continente em que estou
Eles sabem fazer perfumes mas não sabem fazer empatia
Me devolva minha pseudo felicidade
E deixo-vos com a brutal apatia
Agora entendo como esse lugar realmente adoece
E os museus vão tentando conservar seus últimos cacos
E os narcisismos tentando preencher os traumas buracos
As dores e o cansaço mostram-me que estou atento
E eu não vivo, eu só aguento
Já diria o novíssimo edgar
Na verdade, a primeira linha acredito que seja diferente
Mas a essência é a mesma.
No meu árido deserto, preciso voltar para onde deixei meus corações
Porque olho para essas palavras , absorto
Realmente parece que estou morto
Você persegue a pulsão de vida para esquecer que lamenta que dói que grita
Boa sorte tentando se entorpecer em si
Ás vezes gostaria de drogas mais pesadas
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