segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Repost de algum momento aí

 botar para fora as coisas. Era isso que eu queria fazer com você. Queria que escalássemos o everest e diriam parabéns vocês chegaram a zona da morte. O lugar em que morrer não importaria mais, pois teria atingido o profundo deleite de te abraçar conforme o ar  congelaria nossas vísceras aos poucos. E a gente tremeria e se abraçaria como se o mundo fosse só nossos corpos, um comprimido um contra o outro. O desejo seria simplesmente o de permanecer vivo. Você me beijaria, com os lábios rachados e roxos, azuis? nos apertaríamos tentando preservar nossa sanidade pensando "será possível gerar calor"? friccionaríamos nossas mãos. Eu te amei como os amantes desesperados amam, me direcionar a você é se jogar em um abismo, a ternura é o meu pára-quedas. É que eu quero cair. Temos todo o tempo da eternidade. E se nós estivéssemos perdidos em alto mar e precisássemos de comida, será que você viraria o rosto e tentaria me digerir vivo?

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