quero comer e dormir
ia escrever algo mas se perdeu pelo vão da minha cabeça até o teclado
a minha cabeça é muito longe
em um pescoço capenga mas resistente
que leva uns triângulos de bobeira no jiu jitsu
a minha coluna transmite sinapses desde a base que quando chega no cérebro
já se perdeu
e, como fazer esse mesmo impulso
viajar por meus braços até as pontas dos meus dedos?
O que escrevo é então físico, carnal
é o toque da superfície plástica do teclado
e penso sou também plástico
plástico que finda e padece
mas plástico que vive, amém
vinte e oito minutos
é o que me mantém
a escrita que escrotiza
e que não deixa ninguém confortável
sei que no meu cemitério de amigos, não é um cemitério na real
mas um ponto de largada
que já foi queimado
a grande corrida já começou
sem ganhador ou perdedor
porque afinal
és somente o responsável pelo que faz com a tua vida
que expectativas bota sobre a mesma
uma cerveja pedida, uma cerveja anotada
e música eletrônica e vibrante ás sete da manhã
chovem lágrimas de alívio
suspiros então
tenho aqui em minha cabeça a touca
e penso em voz rouca
tenho aqui em minha cabeça a touca
e penso em voz rouca
nunca lhe quererei mal
mas na real
que ache meus caminhos e me salve da auto sabotagem
no deserto há sim oasis, não é miragem
E mesmo que o caminho seja foda e árduo
mas na real
que ache meus caminhos e me salve da auto sabotagem
no deserto há sim oasis, não é miragem
E mesmo que o caminho seja foda e árduo
admiro a paisagem
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