Te vi, radiante
Te capturei em momento de distração
Te cativei sem precisar de planos
Te busquei por baixo dos panos
Te afaguei os parcos pelos
Que cobrem teu queixo
Passei a mao pelos brilhosos cabelos
E compartilhamos um beijo
Que nunca foi roubado
Adquirido, arquitetado
Te joguei na cama
-Diga, voce me ama
Digo, voce me come
É mais que isso, nao apenas
Algo se consome
Tao comum teu nome
Sinto vontade, sinto fome
Pula por entre meus dedos
Prisão é o maior de seus medos
Quanto quero apenas me entorpecer
Quando nao consigo conter
Todo esse desejo por prazer
E preciso ceder
Ao te ver marcado
Alguém passou pelo teu pescoço
Alguém sem identidade
Apenas tua liberdade
Finalmente, espiei por cima de meus ombros
e vi
Uma fila enorme
As pessoas estavam inquietas
Sedentas
Um milhao de possibilidades
Cheiros, olhares e sabores
Poderia chamá-las nojentas
Sou mais uma das lamacentas
Entao voce me disse
-Me desamarra. Quero falar com todas essas pessoas atrás de ti
Eu ri
Há muito compreendi
Sem que realmente precisasse falar
Como nao o fez
E eu disse
Nao vou te cobrar uma última vez
Se em ti nao mais encaixo
Querido, olhe para baixo
Quando voce o fez, percebeu
as cordas que estavam ao redor de seus pés
nao estavam amarradas a lugar nenhum
Te beijei a parte de cima da mao
Olhei uma última vez dentro desses olhos
e disse
-Voa
domingo, 4 de novembro de 2018
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