está estirada no chão
acaba de ser brutalmente pisada
pobre bicho, pobre barata
por uma ser humano enorme
que repousa em paz, dorme
de cabelos pretos cacheados presos em um rabo de cavalo
está lá, estirada, cara e patas no chão
a barata a ser comida pelas formigas
que, em coletiva harmonia
não se alimentam de urtigas
e não sustentam intrigas
mas procuram trigo, farinha, migalha
e cada uma não tem o dom que atrapalha
cada uma em sua seção e ala
formigas se entendem tanto por não ter poder de fala
comida para deixar as formigas mais fortes
e faze-las melhores soldados
e tenta bater as asas a pesada mariposa
parece que seus dias estão contados
as asas, furadas
ela as bate, frustrada
e ao seu lado
uma legião de formigas espera
impera
guardando e aguardando o próximo cadáver
que, no caso, está vivo
as formigas são urubus em larga escala
e também há os pernilongos
que vão te comendo vivo
gota por gota de sangue
o gás carbônico te denuncia
malícia? que nada
é só a natureza
se matando e se nascendo
que lindo, que beleza
venha todas essas questões ao cerne
e mate os que se alimentam pela tua derme
vamos todos brindar
Aos futuros lanches de verme!
sábado, 12 de janeiro de 2019
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