As pessoas são espectros
seus sorrisos são os murmúrios
suas vozes, o farfalhar da vegetação
não tem ninguém aqui
um homem pega o microfone
e sua fala se dissolve em ruído
e o rúido preenche nossos ouvidos
somos todos fantasmas
não tem ninguém aqui
os ossos, a carne, o sangue, evaporaram
mediante as ações climáticas
e os desastres ambientais
a arte e o status
de não morrer soterrado pelo seu nome
mas as areias do esquecimento
me soterram conforme a areia entra na minha boca
meus lábios racham, sedentos
e chega o gabriel e me dá um copo da felicidade
e o luiz renato e me mostra alguma música nova
o deserto não é tão deserto assim
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