quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Devaneios n4837473

 É Brasil 

E os porcos continuam porcos 

Jorge amado fala dos que usam o mar de lixeira

As bocas dos porcos são lixeiras

Lixeiras brilhantes que trazem a ilusão de uma melhoria da condição humana 

Eu, egoístamente vou traçando meu caminho contrário 

Em busca da minha psicodelia 

E os porcos

Ah , os porcos

Não como porcos mas às vezes como peixe 

Teria eu culhões de matar um peixe?

Eu mato uma barata e já me sinto horrível 

Hoje tentei matar duas...

Enfim um ser humano minimamente bom 

Não é bom mas é um pouco menos horrível

Como é ruim ser uma praga onisciente de sua presença 

Deus é um farmacêutico milionário numa lancha nas barramas

E estamos festejando 

A destruição das espécies , o superaquecimento

É um menino , é uma menina

Parem de ter filhos Caraí nós somos uma arma biológica contra o próprio planeta

Sei lá eu já tentei ter esperança mas parece meramente tolice 

Saudades da Silvyinha 

Se conectar com a natureza faz bem 

E lembrei que tenho cogumelos na geladeira

E lembrei que minha cabeça não dorme

E que o barulho ao meu redor nunca vai parar 

A não ser que eu esteja sob o mar 

Imersa em suas ondas verdejantes

Com os ouvidos entupidos de água 

Meus olhos choraram pela última vez acho que semana passada

E meu sangue circula e tento beber mais água 

E quero me tornar eu mesma poça

E que tenha um arco íris de poluição em mim 

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