segunda-feira, 21 de julho de 2025

Parabéns ~~ repost 2021

 Não te parabenizo 

Por ser quem

Cujos miolos mói

questiona o que sabem 

Sente, ama e dói.

Pressente o medo,

partilha meu jorrar

Aprisionado pranto por entre lençóis,

Perfura a dor.

Desliza o granizo

cristalizado nas pálpebras

Conforme a neve cai

Pelo trôpego riso

angústia se esvai

poupo perdidos pardais presos     

pardas palavras ásperas.

Pelos córregos frios

Doces esferas poços rios

pelos dourados fios, esmeraldas

hálitos lunares, prata mineral 

habitos e paladares, oscilando

a sombra alva dançando

por entre globos oculares

miragem alva

sangue em brasa 

um passeio pelo adriático

saboreia o cobalto beijo

nublado desejo 

tropeça em sofrer

quão pesadelo experienciar

os abismos insistentes

a busca pela falta

o extase desesperado

a faca por entre os dentes

Abrasivo astro - nauta

dentro de ti

Um deserto carmesim

Um homem procurando paz

cacos em uníssono

buscando se definir

seja,

Talvez esteja cá teu tesouro fugaz 

quando a dez metros de ti 

entalharem: Aqui jaz.

Quando o abismo etéreo

Entre nossos oceanos glaciais

Se esvair em vácuo 

antes,

nos devorará, colérico

Aí encontrarás o sossego 

estático, estique para alçar sonhos

enquanto nossas vísceras exponho

intestinos boiando sobre o mar.

quebra e range, metamorfoseia

Para mim, és como suturas

Alma esculpida, escapole, no entanto

Unhas dilaceradas de cavar, escuras

Me despo, não vejo nada que pranto

e todas estas armaduras 

Partilha comigo teu enjoo

Navegar dá náusea 

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