Não te parabenizo
Por ser quem
Cujos miolos mói
questiona o que sabem
Sente, ama e dói.
Pressente o medo,
partilha meu jorrar
Aprisionado pranto por entre lençóis,
Perfura a dor.
Desliza o granizo
cristalizado nas pálpebras
Conforme a neve cai
Pelo trôpego riso
angústia se esvai
poupo perdidos pardais presos
pardas palavras ásperas.
Pelos córregos frios
Doces esferas poços rios
pelos dourados fios, esmeraldas
hálitos lunares, prata mineral
habitos e paladares, oscilando
a sombra alva dançando
por entre globos oculares
miragem alva
sangue em brasa
um passeio pelo adriático
saboreia o cobalto beijo
nublado desejo
tropeça em sofrer
quão pesadelo experienciar
os abismos insistentes
a busca pela falta
o extase desesperado
a faca por entre os dentes
Abrasivo astro - nauta
dentro de ti
Um deserto carmesim
Um homem procurando paz
cacos em uníssono
buscando se definir
seja,
Talvez esteja cá teu tesouro fugaz
quando a dez metros de ti
entalharem: Aqui jaz.
Quando o abismo etéreo
Entre nossos oceanos glaciais
Se esvair em vácuo
antes,
nos devorará, colérico
Aí encontrarás o sossego
estático, estique para alçar sonhos
enquanto nossas vísceras exponho
intestinos boiando sobre o mar.
quebra e range, metamorfoseia
Para mim, és como suturas
Alma esculpida, escapole, no entanto
Unhas dilaceradas de cavar, escuras
Me despo, não vejo nada que pranto
e todas estas armaduras
Partilha comigo teu enjoo
Navegar dá náusea
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